Cheio de surpresas e acontecimentos engraçados. A leitura fluiu com tranquilidade mesmo com o texto escrito em português de Portugal.“A viagem não começa quando se percorrem as distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.”
Mia Couto
Temos um novo componete - LUIS
Bem-vindo!
Abaixo estão uns links sobre a história de Moçambique, a região e um relato sobre o padre do livro.
ResponderExcluirhttp://www.turismomocambique.co.mz/index.aspx?menuid=435&lang=P
http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_artigo_286.htm
http://www2.crb.ucp.pt/historia/abced%C3%A1rio/MO%C3%87AMBIQUE/index.htm
Abração,
Luís Carlos
A Africa é um país muito grande e que agrega uma diversidade enorme de comunidades. Antes da colonização, pelos Europeus, as comunidades, que eram nômades, quando se encontravam e se enfrentavam, os vencedores dessas disputas escravizavam as pessoas da comunidade vencida. Os escravos eram agregados a essas novas comunidades, mas desprovido de todos os seus direitos. Transformados em força de trabalho, os escravos assumiram as mais diversas atividades nas mais diferentes áreas
ResponderExcluirNa África escravista, existiam os mais diferentes “tipos” de escravos. Em primeiro lugar nos deparamos com o escravo braçal, que constituía a casta mais baixa deles. Havia também os escravos feudatários, que produziam seu próprio alimento e de seu senhor nas terras deste, numa espécie de “escravidão servil”. O escravo que fornecia uma renda em produto, e não mais em trabalho, constituindo uma aparente família que, no entanto, sempre dependia da vontade do senhor eram os escravos meeiros. Encontramos também, os manumissos: uma “classe” de escravos que estava, por alguma razão, isenta de pagar tributos ao seu senhor, mas que mesmo assim não conseguia mudar seu estado de escravo.
Nas aristocracias africanas, o poder real nunca surgia sozinho. Para a sua edificação era imprescindível o apoio de aliados; e graças à sua função de “braço direito” do rei, tais aliados gozavam de muitos privilégios, entre os quais o exercício do poder político. Em muitos reinos podemos constatar que o soberano assumia um caráter divino dentro da sociedade, tornando-se uma espécie de semideus. Essa divinização acabava isolando o rei dos demais aristocratas e consequentemente do poder, sendo muitas vezes sujeitado às decisões do conselho aristocrático, e se vendo na necessidade de competir com os aristocratas e com sua corte o poder real. Outro elemento que enfraquecia politicamente a figura do rei era a poligamia. A sua enorme quantidade de filhos criava um sério problema quando se ia discutir a sucessão real. A briga interna - dentre os possíveis sucessores- pelo poder tornava a figura do rei mais vulnerável, já que esse poderia a qualquer momento ser substituído por um dos seus familiares ou até mesmo por inimigos seus.
Em meio à disputa pelo poder, o escravo aparecia como um importante aliado do rei, graças à sua condição de estranho, de não parente. Sendo assim, o escravo se transformava no homem de confiança do rei, uma espécie de barreira protetora contra as famílias nobres rivais.
Mesmo antes da chegada dos europeus no continente africano, a escravidão já tinha certa importância econômica. Para o bem ou para o mal, a escravidão fazia parte da cultura daquele povo. Mas, os europeus e sua ganância, depois de explorarem o ouro e outras riquezas de Africa, começaram a explorar vidas em escalas astronômicas. Corrompendo uma nação, que agora transformara todos seus irmãos em potenciais produtos de troca. Essa exploração devastou a sociedade africana durante vários séculos e seus efeitos devastadores podem ser observados até hoje. Mas, com certeza, o colorido e a garra dessa gente enriquece e inspira a vida de todos.
Ps: o livro é mara!!! (pro meu gosto) :)
Beijos,
Júlia.
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ResponderExcluirNão poderíamos deixar de abordar a CPLP -
ResponderExcluirComunidade dos Países de Língua Portuguesa, da qual MOÇAMBIQUE faz parte, juntamente com o Brasil, Portugal e outros. Sugeri esta tarefa, por achar muito importante apresentar ao grupo um pouco do mundo lusófono. Em 17 de julho de 1996, em Lisboa, realizou-se um encontro que marcou a criação da CPLP, entidade que reuniu Angola, Brasil, Cabo-Vede, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Seis anos mais tarde, em 2002, após ter conquistado sua indepedência, Timor Leste tornou-se o 8º país membro da Comunidade. A reunião deste novo grupo de Estados - situados em 4 Continentes e reunindo mais de 230 milhões de pessoas - consolidou uma realidade já existente, resultante da tradicional cooperação Portugal-Brasil e dos novos laços de fraternidade criados em função da LÍNGUA PORTUGUESA. A CPLP assume um projeto cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e político dos 8 integrantes, e objetiva uma integração social, cultural e econômica.
Existe o site oficial da CPLP:
http://www.cplp.org/Default.aspx
Quanto ao livro existe muito misticismo e os capítulos são alternados entre os dias atuais de Moçambique e Portugal em 1500. Não gostei tanto do assunto, mas vale a pena pelo autor MIA COUTO.
Beijos, Bárbara Akemi